Governador precisa acordar: a saúde em Minas Gerais pede socorro

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Enquanto o governador Mateus Simões (PSD) comemora anúncios e divulgações oficiais, a realidade enfrentada por muitos mineiros é bem diferente. A troca do SUSFácil pelo CORE/MG tem gerado transtornos, insegurança e atrasos justamente em uma área onde cada minuto pode significar a diferença entre a vida e a morte.

É inadmissível que um governo promova mudanças dessa magnitude sem garantir que a população não seja prejudicada durante a transição. Saúde pública não é aplicativo de celular para ser atualizado e corrigido depois. Quando o sistema falha, não é um computador que trava. É um paciente que espera por uma vaga, uma transferência ou um atendimento urgente.

A sensação é de que falta ao governo a dimensão da gravidade do problema. Enquanto autoridades discutem processos e adaptações, famílias vivem o drama da espera. E quem está na ponta, nos hospitais e unidades de saúde, precisa lidar diariamente com a angústia de pacientes que não podem aguardar a burocracia funcionar.

O governador Mateus Simões (PSD) tem a obrigação de tratar essa situação como prioridade absoluta. Não basta dizer que o novo sistema será melhor no futuro. A pergunta que a população faz é simples: e quem precisa de atendimento hoje?

Minas Gerais enfrenta dificuldades históricas na saúde, e o momento exige liderança, ação rápida e responsabilidade. O povo mineiro não quer desculpas, não quer justificativas técnicas e não quer promessas para amanhã. Quer soluções agora. Porque enquanto o governo testa, adapta e corrige, a população sofre. E quando a saúde para de funcionar, o prejuízo não aparece apenas nos relatórios. Aparece na dor de quem espera, no desespero das famílias e, infelizmente, em vidas que podem ser perdidas. Isso é algo que nenhum governo deveria aceitar como normal.

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