Quase uma semana após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proclamar oficialmente o resultado das eleições presidenciais de 2026, o partido Novo reafirmou que não reconhece a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A legenda, que lançou o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema como candidato à Presidência no primeiro turno antes de apoiar Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, mantém três ações judiciais contestando a legalidade do pleito e solicitando a cassação da chapa eleita.
O presidente nacional da sigla, Eduardo Ribeiro, declarou que o partido não aceitará o desfecho das urnas enquanto as interpelações no Judiciário não forem julgadas. O dirigente acusou o Partido dos Trabalhadores de fazer uso indevido da máquina pública e da estrutura do Governo Federal durante a campanha e criticou decisões da Justiça Eleitoral e do Supremo Tribunal Federal (STF) tomadas no decorrer do processo eleitoral.Ao todo, 27 legendas partidárias já emitiram comunicados formais de reconhecimento do resultado declarado pelo TSE, enquanto o partido Mobiliza permanece sem manifestação oficial sobre a votação.
O Novo apoia suas questionamentos judiciais no pedido de investigação de abuso de poder político e econômico por parte da chapa vitoriosa. Segundo Ribeiro, caberá às instâncias judiciais examinar o mérito das representações apresentadas, sustentando que a sigla continuará atuando na oposição no Congresso Nacional e cobrando o andamento dos processos protocolados.

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