Uma operação realizada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da Promotoria de Justiça da Comarca de Prados, culminou no fechamento de um gatil e canil que funcionavam de forma clandestina e na prisão em flagrante da responsável pelo estabelecimento. A ação ocorreu no fim de junho e contou com o apoio da Polícia Militar e da Prefeitura de Prados.
De acordo com o Ministério Público, a investigação foi iniciada após uma denúncia encaminhada à Ouvidoria, que apontava suspeitas de maus-tratos a animais e irregularidades sanitárias em um criadouro destinado à criação e comercialização de gatos de raça.
As primeiras fiscalizações foram realizadas em um imóvel localizado no distrito de Bichinho, onde já haviam sido identificadas irregularidades. Posteriormente, após a informação de que o estabelecimento havia mudado de endereço, uma nova inspeção foi realizada no bairro Pinheiro Chagas.
Durante a vistoria, equipes da Vigilância Sanitária e a médica veterinária do município encontraram diversas irregularidades nas instalações. Conforme o relatório técnico, o local apresentava condições inadequadas de higiene, acúmulo de fezes e urina, deficiência no fornecimento de água em alguns recintos e falta de separação entre animais saudáveis e aqueles com sinais de doenças. Também foram constatados casos de desnutrição e outras condições clínicas que exigiam atendimento veterinário.
O Ministério Público informou ainda que o estabelecimento funcionava sem registro no Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV), não possuía responsável técnico habilitado nem alvará sanitário para exercer a atividade. Diante das irregularidades constatadas, a proprietária foi presa em flagrante pelo crime de maus-tratos a animais e encaminhada à delegacia, onde foram adotadas as medidas legais cabíveis.
Ao todo, sete gatos e um cão foram resgatados durante a operação. Os animais ficaram sob responsabilidade da Prefeitura de Prados e foram levados para atendimento veterinário especializado em São João del-Rei, onde seguem recebendo cuidados.
Segundo o Ministério Público, após a audiência de custódia, a prisão foi homologada pela Justiça. No entanto, a investigada responderá ao processo em liberdade, mediante o cumprimento de medidas cautelares, entre elas a proibição de exercer atividades relacionadas a animais e de frequentar o imóvel onde funcionava o criadouro. O caso segue sob investigação.



Portal Dores de Campos Paixão por Dores de Campos!












