Mais de três anos depois, raio X está apodrecendo na Policlínica

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No dia 20 de junho de 2016 foi apresentado na Policlínica Municipal de Dores de Campos o aparelho de raio X com direito a carreata e queima de fogos, parecia a realização de um sonho. Só parecia, porque hoje, dia 14 de outubro, quase três anos e meio depois, R$ 115 mil reais estão apodrecendo na Policlínica Municipal de Dores de Campos. O tão sonhado aparelho de raio X foi comprado pela administração do ex-prefeito Toninho do Ninico (DEM), através de uma emenda parlamentar do deputado estadual Dalmo Ribeiro (PSDB) a pedido do vereador Agostinho da Darci (DEM), que havia feito a promessa na eleição de 2012. O convênio com o Estado de Minas Gerais para a compra foi no valor de R$ 70 mil e o restante na ordem de R$ 45 mil, foram pagos pela Prefeitura com recursos próprios do município.

Na manhã desta segunda-feira (14) a nossa reportagem entrou em contato com o secretário municipal de saúde, João Evangelista do Nascimento, o João do Emídio, para saber se o raio X será instalado, conforme promessa de campanha do atual prefeito Marcílio Cotta (MDB). “Assumi o cargo de secretário há 30 dias e pedi um estudo detalhado para saber a viabilidade da implantação do aparelho de raio X. Ainda não temos nada definido”, garantiu João do Emídio. O vereador Agostinho da Darci (DEM) se disse tranquilo e afirmou que o prejuízo está todo com a população dorense. “Fiz a minha parte e cumpri o prometido em 2012. A atual administração também prometeu e ainda não fez nada. O povo não é bobo e vamos deixar isso bem claro na campanha do ano que vem”, comentou. Os dorenses com suspeita de fratura são obrigados a fazerem o exame no Hospital de Barroso ou Santa Casa de Prados.

Procurado, o ex-prefeito Toninho do Ninico (DEM), que implantou o atendimento médico 24 horas na Policlínica durante a sua gestão entre os anos de 2013 e 2016, disse que a sua administração comprou o aparelho da raio X e estava se preparando para instalá-lo, porém como não conseguiu à reeleição, deixou para que a administração seguinte fizesse o trabalho, tanto que o atual prefeito Marcílio Cotta (MDB) prometeu isso em campanha. De fato, a nossa reportagem consultou o Plano de Governo apresentado pela chapa Marcílio e Aguinaldo na eleição municipal de 2016 onde consta o seguinte: “Colocar em pleno funcionamento equipamentos que já existem na policlínica, mas não estão atendendo a população no momento como raio-x”. O Plano de Governo está registrado no cartório eleitoral em Prados e sem uma definição, a população dorense segue pagando o pato, sem falar nos desperdício do dinheiro público.

 

Foto registrada pelo vereador Agostinho da Darci (DEM) no dia 20 de junho de 2016, na apresentação do aparelho de raio X na Policlínica Municipal de Dores de Campos

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5 Comentários

  1. Ilacir Rodrigues de Melo

    A utilização de um aparelho Raio X requer profissionais qualificados, com jornada de trabalho, no máximo de 6 horas diárias e em sala especial, forrada de chumbo por todos os lados da sala e mais um biombo de chumbo também. Sem essas medidas não tem como usar o aparelho de Raio X.
    Para realização de um Raio X, é necessário um material radioativo e que é muito perigoso se não souber lidar com isso.
    Alguém deve se lembrar do caso 137, em Goiânia-GO, descartado no lixo – uma pedra azulada, brilhante, em que foi encontrada por pessoas leiga. Todos da família tiveram problema de leucemia,câncer e uns tantos morreram, por contaminação radioativa.
    Seria bom ter os recursos do Raio X em Dores, mas fica caro e precisa de profissional qualificado, que tem noção sobre radioatividade.

    • Ilacir Rodrigues de Melo

      Errataq, “caso 137)

      Correção: Césio 137. Se colocar em pesquisa na internet vão poder ver fotos dos efeitos da radioativa, e, ola que o material já estava desgastado, por isso jogaram no lixo, o que foi um grande erro e falta de conhecimento do profissional que o descartou no lixo.

  2. Um dos maiores erros da administração passada. Comprar uma parte de um equipamento de raio x, sabendo que o município não tinha condições de colocar pra funcionar, só pra atender os caprichos de um vereador sem noção. E ainda por cima completar com quase 70 mil reais dos cofres municipais, para pagar o equipamento, pois os 50mil do convênio do Estado não foram suficientes.

  3. Se foi um erro da administração passada comprar o aparelho , porque o atual prefeito na sua campanha prometeu colocar o aparelho em funcionamento no primeiro ano de mandato , da pra alguém explicar , ou será que ele estava mesmo é querendo enganar o povo ?

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