Governador Mateus Simões é cobrado por corrupção na educação

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O governo de Minas Gerais voltou a ser alvo de críticas durante audiência da Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), realizada na última quarta-feira (1º). Parlamentares cobraram explicações sobre a liberação de pagamentos que somam R$ 348 milhões relacionados ao Programa Aprender Já, alvo de investigações por supostas irregularidades.

De acordo com as discussões na comissão, os recursos foram destinados a contratos firmados na gestão do ex-secretário de Educação Rossieli Soares com a empresa Fazer Educação Ltda. Os deputados questionaram a falta de esclarecimentos do governo sobre os critérios adotados para a autorização dos pagamentos.

Um dos principais pontos levantados foi a liberação de R$ 172 milhões apenas seis dias após a assinatura do contrato, em pleno período de Natal. Segundo os parlamentares, o pagamento teria ocorrido mesmo após alertas sobre possíveis indícios de irregularidades envolvendo a contratação.

Durante a audiência, representantes do governo foram questionados sobre os mecanismos de controle e fiscalização adotados, mas, segundo os deputados presentes, as respostas não esclareceram as dúvidas levantadas. A oposição afirmou que o episódio reforça a necessidade de maior transparência na gestão dos recursos públicos destinados à educação. O governo de Minas Gerais tem negado qualquer irregularidade e afirma que os contratos seguem sendo analisados pelos órgãos competentes. As investigações sobre o caso continuam em andamento.

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