CPI do Crime Organizado teve o relatório reprovado em Brasília

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado rejeitou, nesta terça-feira (14/04), o relatório final apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator dos trabalhos. O parecer foi derrubado por 6 votos a 4. O texto propunha o indiciamento de três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do procurador-geral da República. Entre os citados estavam o chefe da PGR, Paulo Gonet, e os ministros Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes.

Horas antes da votação, uma alteração na composição da CPI foi decisiva para o resultado. Três dos 11 membros titulares foram substituídos. Os senadores Sergio Moro (PL-PR) e Marcos do Val (Avante-ES) deixaram a comissão, dando lugar a Beto Faro (PT-PA) e Teresa Leitão (PT-PE). Além disso, a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS), até então suplente, foi efetivada como membro titular.

Com a nova configuração, formou-se maioria para rejeitar o relatório. Votaram contra o parecer, além de Beto Faro e Teresa Leitão, os senadores Rogério Carvalho (PT-SE), Otto Alencar (PSD-BA), Humberto Costa (PT-PE) e Soraya Thronicke. No relatório, Alessandro Vieira apontava indícios de crimes de responsabilidade por parte das autoridades citadas. A rejeição do parecer encerra os trabalhos da CPI sem a aprovação de um relatório final.

Outro relatório reprovado

Em outro episódio recente no Congresso, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investigou supostos desvios nos benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) também teve seu relatório final reprovado, evidenciando dificuldades políticas para a aprovação de conclusões em comissões de investigação no Legislativo.

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