Clínica da APAE dorense apresenta: Transtorno do Espectro Autista

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Entre os meses de março e dezembro de 2019, estão sendo publicadas mensalmente matérias educativas sobre saúde para a comunidade de Dores de Campos. O projeto Comunicação e Educação em Saúde, consiste em fornecer informações sobre síndromes, transtornos e doenças que podem surgir em bebês e crianças pequenas. As temáticas serão desenvolvidas pelos profissionais de saúde da Clínica de Terapia e Reabilitação da APAE Dores de Campos, e publicadas no Portal Dores de Campos pelo seu Editor-chefe, jornalista Ricardo Arruda.

Clínica da APAE apresenta: Transtorno do Espectro Autista – TEA

O que é o Transtorno do Espectro Autista – TEA?

O Transtorno do Espectro Autista definido em 1943 pelo psiquiatra austríaco, Leo Kanner, é um transtorno que se caracteriza por um quadro clínico em que prevalecem prejuízos na interação social, nos comportamentos não verbais (como contato visual, postura e expressão facial) e na comunicação (verbal e não verbal), podendo existir atraso ou mesmo ausência da linguagem. Pode haver, também, ecolalia (a criança fica repetindo o que acabou de dizer) e uso de linguagem estereotipada. As pessoas com Autismo apresentam dificuldades sociais, para compartilhar interesses, iniciar ou manter interações sociais; possuem dificuldades em compreender expressões faciais de sentimentos e afetos. Comportamentos estereotipados são observados (como bater palmas ou flapping – movimentar os braços como que batendo as asas), os interesses são limitados, e há dificuldade em mudar rotinas, dentre outras alterações. Os primeiros sinais do transtorno podem ser identificados antes dos 3 anos de idade. É importante relatar que há risco maior de ocorrência desse transtorno entre irmãos de pessoas afetadas. É diferente de retardo mental ou da lesão cerebral, embora algumas crianças com autismo também tenham essas patologias.

De acordo com o quadro clínico, o TEA pode ser classificado em:

  • Autismo clássico – o grau de comprometimento pode variar muito. De maneira geral, os portadores são voltados para si mesmos, não estabelecem contato visual com as pessoas nem com o ambiente; conseguem falar, mas não usam a fala como ferramenta de comunicação. Embora possam entender enunciados simples, tem dificuldade de compreensão e apreendem apenas o sentido literal das palavras. Não compreendem metáforas nem o duplo sentido. Nas formas mais graves, demonstram ausência completa de qualquer contato interpessoal. São crianças isoladas, que não aprendem a falar, não olham para as outras pessoas nos olhos, não retribuem sorrisos, repetem movimentos estereotipados, sem muito significado ou ficam girando ao redor de si mesmas e apresentam deficiência mental importante.
  • Autismo de alto desempenho (antes chamado de síndrome de Asperger) – os portadores apresentam as mesmas dificuldades dos outros autistas, mas numa medida bem reduzida. São verbais e inteligentes. Tão inteligentes que chegam a ser confundidos com gênios, porque são imbatíveis nas áreas do conhecimento em que se especializam. Quanto menor a dificuldade de interação social, mais eles conseguem levar vida próxima à normal.
  • Distúrbio global do desenvolvimento sem outra especificação (DGD-SOE) – os portadores são considerados dentro do espectro do autismo (dificuldade de comunicação e de interação social), mas os sintomas não são suficientes para incluí-los em nenhuma das categorias específicas do transtorno, o que torna o diagnóstico muito mais difícil.

Tratamento

O tratamento deve ser multidisciplinar englobando médicos, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, psicólogos, terapeutas ocupacionais, nutricionistas, e pedagogos. Características essenciais de intervenções com TEA:

1 – Iniciar os programas de intervenção o mais cedo possível.

2 – Uso de oportunidade de ensino planejado repetidas, que sejam estruturadas durante breves períodos de tempo.

3 – Suficiente atenção adulta, individualizada, diária.

4 – Treinamento de pais.

5 – Mecanismos para avaliação contínua com ajustes correspondentes na programação.

Vale ressaltar que a participação dos pais e familiares é considerada o elemento essencial nos programas de intervenção para crianças com TEA.

Dia Mundial da Conscientização do Autismo

O segundo dia do mês de abril é comemorado o Dia Mundial da Conscientização do Autismo. A data visa ajudar a conscientizar a população mundial sobre o Autismo, um transtorno no desenvolvimento do cérebro que afeta cerca de 70 milhões de pessoas em todo o mundo. O Dia Mundial de Conscientização do Autismo foi criado pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 18 de dezembro de 2007, com o intuito de alertar as sociedades e governantes sobre esta doença, ajudando a derrubar preconceitos e esclarecer a todos.

Lei 12.764/12 – Institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

Segundo esta lei, a pessoa com TEA é considerada pessoa com deficiência, para todos os efeitos legais. As pessoas portadoras têm seus direitos, previstos na Constituição Federal em vigor, bem como alguns direitos contidos em leis específicas.

Ficou com alguma dúvida? Faça-nos uma visita e converse com nossos profissionais.

Funcionando de segunda a sexta, das 08:00h as 17:30h no prédio da APAE Dores de Campos, atrás da Policlínica Municipal.

Clínica de Terapia e Reabilitação: APAE Dores de Campos

Programa Nacional de Atenção à Saúde da Pessoa com Deficiência – PRONAS/PCD

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