O amor do dorense pela Padroeira: Nossa Senhora das Dores

Spread the love

Em Dores de Campos, há um sentimento que não se explica com palavras, mas que se sente no coração de cada dorense. É um amor profundo, quase visceral, pela Mãe das Dores, padroeira da cidade. Não importa se é tempo de festa ou de silêncio: o dorense, ao passar pela Igreja Matriz, ergue o olhar para a imagem da Virgem Dolorosa e, num gesto singelo, deixa escapar um suspiro de fé. Uns fazem o sinal da cruz, outros apenas murmuram uma prece rápida, mas todos compartilham a mesma certeza: ali está uma mãe que acolhe, consola e guia.

Na semana da padroeira, a cidade se transforma. As ruas enfeitadas, as procissões e o sino repicando ao entardecer compõem um cenário que vai além da devoção religiosa, é a alma do povo dorense pulsando em comunhão. Crianças, jovens, adultos e idosos caminham lado a lado, como se cada passo fosse também uma declaração de amor.

E mesmo fora da festa, em dias comuns, o dorense encontra em Nossa Senhora das Dores a força para enfrentar a vida. Quando a chuva demora, quando o trabalho aperta, quando a saudade dói, lá está ela: no altar, na lembrança, na fé que sustenta.

Talvez seja isso que faz de Dores de Campos um lugar especial. A cidade tem nome de santa, tem rosto de mãe e tem coração de gente que nunca perde a esperança. Porque para o dorense, amar Nossa Senhora das Dores é também amar sua própria história. E assim segue o povo, guiado pela devoção que se renova a cada geração. Pois, no fundo, ser dorense é carregar dentro de si um pedacinho desse amor, simples e eterno, pela Mãe das Dores.

Jornalista Ricardo Arruda.

Comentar

Seu email não será publicado. É necessário preencher os campos com * *

*