Brasil começa testes clínicos com droga para tratar o Covid-19

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O titular do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Marcos Pontes, esteve, nesta segunda-feira (13) na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) para conhecer as ações da instituição no combate à pandemia de Covid-19, o novo Coronavírus. Ele foi recebido pela reitora da instituição, Sandra Regina Goulart, e pelo governador do Estado, Romeu Zema. Após visitar os laboratórios, o ministro atendeu os jornalistas.

Marcos Pontes destacou o papel da ciência para o tratamento e o diagnóstico da Covid-19 no país e anunciou que há estudos avançados no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas, no interior de São Paulo, para a detecção de uma droga para o tratamento da virose no país.

“Vacinas são mais demoradas. O primeiro foco é em drogas que já existem e têm efeito na ação do vírus. O CNPEM, em Campinas, começou teste com 2.000 drogas diferentes e, através de computação, de inteligência artificial, testaram e conseguiram baixar para cinco. Depois, fizeram os testes in vitro, e duas (drogas) se destacaram. Nesta semana, estamos iniciando os testes clínicos com uma delas. No final desses testes, com 400 pacientes, que devem acontecer em duas ou três semanas, poderemos divulgar se funciona ou não essa droga e (se) teremos um remédio para tratamento aqui no Brasil”, ressaltou Pontes. O ministro informou que não revelaria os nomes das drogas para evitar especulações.

Minas Gerais é um dos polos científicos no país no combate à pandemia. A UFMG, aliás, integra a Rede Vírus MCTIC, com mais de 30 projetos. São sete laboratórios trabalhando em ações como diagnóstico, pesquisa de vacinas para a doença, fabricação de álcool em gel para hospitais, estudos com a cloroquina, fabricação de escudos faciais, estudos de impactos econômicos e projeto de telessaúde com estudantes de enfermagem e medicina, entre outros.

“A solução pra enfrentar os problemas está na ciência. A Secretaria de Ensino Superior do MEC (Ministério da Educação) nos deu um apoio financeiro para dar seguimento às ações que a UFMG tem feito. Estamos aqui para servir o Estado e as demandas, com nossos laboratórios à disposição da sociedade. Estamos contribuindo das mais diversas formas, fazendo teste para diagnósticos, estudando para criar a vacina, produzindo álcool em gel para os hospitais, estudos de impactos e várias ações para poder contribuir”, listou a reitora da UFMG.

O ministro Marcos Pontes reiterou a importância das pesquisas. “Essa pandemia tem nos ensinado muitas coisas, uma delas é a necessidade de o Brasil estar preparado para as outras que virão. Não é ‘se’, mas ‘quando’. A preparação da nossa infraestrutura de ciência, de preparação de insumos, é extremamente importante. Gostaria de parabenizar os nossos cientistas. O Brasil está bem avançando, tanto na busca de reposicionamento de drogas quanto na busca por vacina e testes diagnósticos e o conhecimento do vírus em si”, ponderou.

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